Este capítulo aborda a influência que as tecnologias têm, ou deveriam ter, no relacionamento familiar.
Hoje em dia, mais parece que uma criança já nasce com o instinto de lidar com os computadores. O problema surge quando elas começam a lidar demasiado com as máquinas, ocupando o tempo livre em frente ao ecrã, trocando os brinquedos por jogos de computador ou idas à Internet . Isto faz com que a maioria dos pais se preocupem (e com razão!) com o que os seus filhos fazem no computador.
O que Papert salienta, e eu concordo totalmente, é que os pais devem transformar essa preocupação, numa motivação para se unirem aos seus filhos. Encarar o computador, não como destruidor de lares, mas como um intermédio de união familiar.
A maioria dos pais não tem a noção de que podem transformar os computadores em poços de conhecimento que façam os seus filhos aprender de um modo mais suportável para eles, e não tão aborrecido. Os pais podem aproveitar a íntima relação que os filhos estabelecem com os computadores e transformá-la num processo de aprendizagem que é encarado com muito maior descontracção e interesse.
Esta ligação pais - computadores - filhos é de benefício mútuo, pois os pais que não têm tanta afinidade com as novas tecnologias também podem aprender muito com as crianças, despertando uma maior vontade descobrir novos modos de relacionamento com elas.
Penso que seja essa a principal ideia a reter neste capítulo: a de ver que o computador é muito mais que entretenimento, é uma ferramenta de tremendo potencial e que, explorada de modo correcto, é um elo de ligação para a relação pai-filho. É "um meio para construírem a coesão familiar".
Thursday, January 3, 2008
Wednesday, January 2, 2008
CAPÍTULO 4 - Valores
Ora aqui está um tema que me suscita alguma preocupação... Um dos problemas que mais constantemente é posto em causa remete para a transmissão de valores, ou melhor, a FALHA da transmissão de valores.
Por valores, entende-se os relacionamentos estabelecidos, a honestidade, o materialismo, o respeito. O contacto das crianças com a Internet, com os computadores, ajuda-as a explorar a sua imaginação para a aquisição de novos conceitos e tal constitui uma vantagem indubitável.
Porém, um mau acompanhamento das crianças aquando da utilização destas ferramentes pode conduzir a uma má educação das crianças no que diz respeito aos valores enunciados.
As crianças, devido à sua, ainda, curta estadia neste mundo, são portadoras de uma certa ingenuidade, que as leva a actos por vezes inconscientes. A má utilização da Internet, pode conduzir ao acesso a sites impróprios, à transmissão de dados pessoais e para prevenir que isto aconteça, o bloqueio de sites representa uma boa solução para este problema.
A questão do materialismo também se torna pertinente, ao comparármos uma criança de nível socio-económico elevado com uma de nível socio-económico reduzido. É bastante óbvio que estas duas crianças não possuem as mesmas condições, e provavelmente a criança "rica" terá mais regalias a nível tecnológico do que uma criança "pobre". Porém, toda esta divergência se dissipa se a educação por parte dos pais não for adequada. Uma criança "pobre" que faça uma utilização correcta do seu computador, que explore as suas ideias, tendo a noção dos limites a respeitar, aprenderá muito mais que uma criança "rica" que não tem qualquer tipo de orientação sobre como utilizar correctamente um computador.
Isto para salientar que realmente uma transmissão de valores de pais para filhos, repercutir-se-á no bom comportamento que as crianças têm face aos computadores.
Por valores, entende-se os relacionamentos estabelecidos, a honestidade, o materialismo, o respeito. O contacto das crianças com a Internet, com os computadores, ajuda-as a explorar a sua imaginação para a aquisição de novos conceitos e tal constitui uma vantagem indubitável.
Porém, um mau acompanhamento das crianças aquando da utilização destas ferramentes pode conduzir a uma má educação das crianças no que diz respeito aos valores enunciados.
As crianças, devido à sua, ainda, curta estadia neste mundo, são portadoras de uma certa ingenuidade, que as leva a actos por vezes inconscientes. A má utilização da Internet, pode conduzir ao acesso a sites impróprios, à transmissão de dados pessoais e para prevenir que isto aconteça, o bloqueio de sites representa uma boa solução para este problema.
A questão do materialismo também se torna pertinente, ao comparármos uma criança de nível socio-económico elevado com uma de nível socio-económico reduzido. É bastante óbvio que estas duas crianças não possuem as mesmas condições, e provavelmente a criança "rica" terá mais regalias a nível tecnológico do que uma criança "pobre". Porém, toda esta divergência se dissipa se a educação por parte dos pais não for adequada. Uma criança "pobre" que faça uma utilização correcta do seu computador, que explore as suas ideias, tendo a noção dos limites a respeitar, aprenderá muito mais que uma criança "rica" que não tem qualquer tipo de orientação sobre como utilizar correctamente um computador.
Isto para salientar que realmente uma transmissão de valores de pais para filhos, repercutir-se-á no bom comportamento que as crianças têm face aos computadores.
CAPÍTULO 3 - Aprendizagem
Este capítulo, tal como indica o título, é dedicado à aprendizagem e ao papel que a tecnologia representa neste campo.
É um dado adquirido que qualquer pai deseja o melhor para o seu filho, mas será que eles compreendem aquilo que os seus filhos necessitam? Dito por outras palavras, e transpondo esta ideia para o tema em questão, os pais censuram os jogos, a ligação à Internet, todo o contacto com a alta tecnologia por parte das crianças. Mas terão eles o bom senso de adaptar esta situação ao contexto educativo de modo a que os seus pequeninos tirem proveito da boa relação que estabelecem com a tecnologia? Infelizmente, não me parece...
A maioria dos pais tem maior tendência a seguir as regras do consumismo, comprando para os seus filhos o que parece ser mais vistoso, o que é alvo de maior publicidade, sem atentar que, afinal, a casca perfeita que cobre o produto adquirido revela algo que não aparentava ser anteriormente.
Considero que faça falta um certo aconselhamento aos pais sobre os requisitos para um bom programa de formação de crianças, formas de interagir com os seus filhos e as tecnologias e de puxar pela criatividade de modo a criar um maior estímulo ao seu processo de aprendizagem. Mas decerto que se aderirem a estes novos métodos verão resultados muito mais promissores e interessantes.
É um dado adquirido que qualquer pai deseja o melhor para o seu filho, mas será que eles compreendem aquilo que os seus filhos necessitam? Dito por outras palavras, e transpondo esta ideia para o tema em questão, os pais censuram os jogos, a ligação à Internet, todo o contacto com a alta tecnologia por parte das crianças. Mas terão eles o bom senso de adaptar esta situação ao contexto educativo de modo a que os seus pequeninos tirem proveito da boa relação que estabelecem com a tecnologia? Infelizmente, não me parece...
A maioria dos pais tem maior tendência a seguir as regras do consumismo, comprando para os seus filhos o que parece ser mais vistoso, o que é alvo de maior publicidade, sem atentar que, afinal, a casca perfeita que cobre o produto adquirido revela algo que não aparentava ser anteriormente.
Considero que faça falta um certo aconselhamento aos pais sobre os requisitos para um bom programa de formação de crianças, formas de interagir com os seus filhos e as tecnologias e de puxar pela criatividade de modo a criar um maior estímulo ao seu processo de aprendizagem. Mas decerto que se aderirem a estes novos métodos verão resultados muito mais promissores e interessantes.
Sunday, December 30, 2007
CAPÍTULO 2 - Tecnologia
Ciberutópicos e Cibercríticos:
Segundo um ciberutópico, a Era Digital faz milagres, solucionando todo e qualquer problema.
Para um cibercrítico, a Era Digital representa um perigo para a sociedade.
Pessoalmente, não concordo totalmente com nenhum deles. Ou então, dito de outra forma, acho que as características da Era Digital, mais particularmente no campo educativo, tanto se inserem na perspectiva ciberutópica, como na cibercrítica.
A Era Digital não faz milagres, mas constitui um grande suporte ao processo de Ensino/Aprendizagem. É um dado adquirido que a introdução da tecnologia no ensino reparou algumas "falhas" como por exemplo a possibilidade de se estabelecer conferências via Internet, como se um aluno estivesse presente em sala de aula. A disponibilização da matéria leccionada em plataformas online é outra das vantajosas novidades introduzidas com a Era Digital. É mesmo pelo facto de os jovens de hoje se darem tão bem com os computadores e outros equipamentos tecnológicos que a educação através da tecnologia é uma área em expansão.
Também não acho que a Era Digital represente um perigo para a sociedade, se bem que tenho de concordar que com a liberdade que as crianças têm para explorar o seu conhecimento nos computadores, elas sujeitam-se a encontrar conteúdos inapropriados. Mas isto também parte do controlo que é feito pelos pais, uma boa educação sobre os perigos que a Internet abarca já é meio caminho andado para que no futuro as crianças utilizem correctamente a Internet.
Segundo um ciberutópico, a Era Digital faz milagres, solucionando todo e qualquer problema.
Para um cibercrítico, a Era Digital representa um perigo para a sociedade.
Pessoalmente, não concordo totalmente com nenhum deles. Ou então, dito de outra forma, acho que as características da Era Digital, mais particularmente no campo educativo, tanto se inserem na perspectiva ciberutópica, como na cibercrítica.
A Era Digital não faz milagres, mas constitui um grande suporte ao processo de Ensino/Aprendizagem. É um dado adquirido que a introdução da tecnologia no ensino reparou algumas "falhas" como por exemplo a possibilidade de se estabelecer conferências via Internet, como se um aluno estivesse presente em sala de aula. A disponibilização da matéria leccionada em plataformas online é outra das vantajosas novidades introduzidas com a Era Digital. É mesmo pelo facto de os jovens de hoje se darem tão bem com os computadores e outros equipamentos tecnológicos que a educação através da tecnologia é uma área em expansão.
Também não acho que a Era Digital represente um perigo para a sociedade, se bem que tenho de concordar que com a liberdade que as crianças têm para explorar o seu conhecimento nos computadores, elas sujeitam-se a encontrar conteúdos inapropriados. Mas isto também parte do controlo que é feito pelos pais, uma boa educação sobre os perigos que a Internet abarca já é meio caminho andado para que no futuro as crianças utilizem correctamente a Internet.
Sunday, October 28, 2007
CAPÍTULO 1 - Gerações
Um caso amoroso:
É notável a grande proximidade entre crianças e computadores. Não obstante a etnia nem a condição sócio-económica, a sensação que uma criança tem face a um computador é de um misto de curiosidade e controlo. Os jovens de hoje sabem que pertencem à Geração dos Computadores. É algo que dominam com tanta facilidade, como se já lhes estivesse no sangue, como se lhes fosse inato.
Esta "relação amorosa" traz-lhes benefícios e perigos. Tanto desenvolve a sua capacidade de concentração e exploração, como pode ser causadora de dependência e de acesso a conteúdos impróprios.
Liberdade perdida:
Esta "liberdade perdida" a que o autor se refere remete para o modo como as crianças tinham dificuldades em arranjar respostas directas às suas questões. A sua liberdade para explorar o meio em busca de respostas era muito limitada. O autor salienta que "a maior liberdade de escolha alterará dramaticamente o modo como as crianças aprendem e se desenvolvem".
... a Liberdade reconquistada:
Como é fácil de deduzir, nos tempos que correm, as crianças reconquistaram a sua "liberdade" através do contacto com os computadores. De certo modo, podemos afirmar que começam a ser independentes dos pais no que remete para a captação de informação. Esta mudança é muito relevante na sua aprendizagem. Porém os pais, deparam-se com um dilema: ou ignoram esta mudança, ou aderem à mesma. Escusado será dizer que a segunda hipótese revelar-se-á a mais benéfica para ambos.
As crianças, certamente, não terão dificuldade em ambientar-se a este novo método de aprendizagem. Já os pais notarão o esforço necessário para a apreensão deste mesmo método.
É notável a grande proximidade entre crianças e computadores. Não obstante a etnia nem a condição sócio-económica, a sensação que uma criança tem face a um computador é de um misto de curiosidade e controlo. Os jovens de hoje sabem que pertencem à Geração dos Computadores. É algo que dominam com tanta facilidade, como se já lhes estivesse no sangue, como se lhes fosse inato.
Esta "relação amorosa" traz-lhes benefícios e perigos. Tanto desenvolve a sua capacidade de concentração e exploração, como pode ser causadora de dependência e de acesso a conteúdos impróprios.
Liberdade perdida:
Esta "liberdade perdida" a que o autor se refere remete para o modo como as crianças tinham dificuldades em arranjar respostas directas às suas questões. A sua liberdade para explorar o meio em busca de respostas era muito limitada. O autor salienta que "a maior liberdade de escolha alterará dramaticamente o modo como as crianças aprendem e se desenvolvem".
... a Liberdade reconquistada:
Como é fácil de deduzir, nos tempos que correm, as crianças reconquistaram a sua "liberdade" através do contacto com os computadores. De certo modo, podemos afirmar que começam a ser independentes dos pais no que remete para a captação de informação. Esta mudança é muito relevante na sua aprendizagem. Porém os pais, deparam-se com um dilema: ou ignoram esta mudança, ou aderem à mesma. Escusado será dizer que a segunda hipótese revelar-se-á a mais benéfica para ambos.
As crianças, certamente, não terão dificuldade em ambientar-se a este novo método de aprendizagem. Já os pais notarão o esforço necessário para a apreensão deste mesmo método.
Sintetizar "a família em rede"
De modo a tentar não tornar a leitura deste blog muito cansativa, decidi escrever os posts referentes ao livro de acordo com as ideias principais. Assim, como irão reparar, não vou escrever textos muito extensos e, deste modo, será muito mais fácil dar relevo aos principais focos desta obra.
"a família em rede" de Seymour Papert
Vivemos num mundo em que a tecnologia se apodera, cada vez mais, da nossa vida social. E são, principalmente, as crianças quem mais facilmente se adapta aos computadores e a toda uma nova forma de explorar o grande mundo que as rodeia. "a familia em rede", uma acessível obra de Seymour Papert retrata, precisamente, toda esta situação fazendo-o, de modo directo, com uma linguagem bastante simples e de fácil compreensão. É sem dúvida um livro dedicado a toda a família, mas especialmente aos pais que, em muitos casos, não sabem o que fazer quanto a esta emancipação dos seus filhos quanto ao mundo da tecnologia.
Nos próximos posts comentarei, gradualmente, cada capítulo do livro, salientando as ideias principais que o autor defende.
Nos próximos posts comentarei, gradualmente, cada capítulo do livro, salientando as ideias principais que o autor defende.
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