Como estudante de Ciências da Educação, é natural que este tema me desperte maior atenção. Papert questiona o facto das tecnologias se desenvolverem a um ritmo abismal e provocarem mudanças em muitos sectores do nosso quotidiano, excepto nos estabelecimentos de ensino. Eu concordaria totalmente com o autor, se recuássemos uns 10 anos, até à data em que o livro foi publicado.
Porém, quanto aos dias de hoje, tenho de discordar pois muitas escolas têm vindo a aderir ao equipamento tecnológico como suporte de ensino. É óbvio que os aspectos essenciais, como o aperfeiçoamento da caligrafia, são realmente de importância notável e NUNCA deverão ser perdidos com a evolução da tecnologia ou substituídos por esta, mas a educação precisa de acompanhar a evolução da sociedade e as crianças de hoje, têm uma íntima relação com as tecnologias. Estas mesmas crianças, quando "amanhã" forem homens e mulheres formados, vão ter de lidar diariamente com a tecnologia. Se já têm este bichinho da informática dentro deles, não faz sentido terem uma educação que foge tanto desta temática, e os pais que têm interesse em que os seus filhos aprofundem os seus conhecimentos na área dos computadores têm de os inscrever em ATL's que desempenhem estas funções que deveriam ser próprias da escola.
Papert defende que as escolas devem, cada vez mais aderir à informática, ao auxílio das máquinas no que diz respeito à transmissão de conhecimentos. Para tal, é necessária uma escala de mudança, que vá da micromudança até a megamudança.
Por micromudanlça, entendem-se as "reformas" como a utilização de processadores de texto em contextos escolares bem como a pesquisa através do computador para trabalhos de investigação. A micromudança é a que deve ser posta em prática no momento.
Quanto à megamudança, esta "define a orientação das mudanças mais pequenas", expressando um ideal.
Existem três formas que são extremamente potentes na operação do sentido da mudança, são elas a grande indústria, a revolução na aprendizagem, e a mais importante de todas corresponde ao poder das crianças. As crianças são fortes agentes de mudança na escola, apesar de o serem inconscientemente. Esta exigência inconsciente que eles fazem, de querer um ensino equiparado à sua cultura de aprendizagem exige que os professores e educadores acompanhem o ritmo desta evolução, de modo a poderem estar sempre disponíveis e a prestar-lhes o apoio necessário.
É importante que os pais exijam este tipo de condições e que batalhem por elas, pois a combinação entre os métodos tradicionais e a nova tecnologia constitui uma dupla excepcional para o processo de ensino-aprendizagem.
Friday, January 4, 2008
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