Thursday, January 3, 2008

CAPÍTULO 5 - A família

Este capítulo aborda a influência que as tecnologias têm, ou deveriam ter, no relacionamento familiar.
Hoje em dia, mais parece que uma criança já nasce com o instinto de lidar com os computadores. O problema surge quando elas começam a lidar demasiado com as máquinas, ocupando o tempo livre em frente ao ecrã, trocando os brinquedos por jogos de computador ou idas à Internet . Isto faz com que a maioria dos pais se preocupem (e com razão!) com o que os seus filhos fazem no computador.

O que Papert salienta, e eu concordo totalmente, é que os pais devem transformar essa preocupação, numa motivação para se unirem aos seus filhos. Encarar o computador, não como destruidor de lares, mas como um intermédio de união familiar.

A maioria dos pais não tem a noção de que podem transformar os computadores em poços de conhecimento que façam os seus filhos aprender de um modo mais suportável para eles, e não tão aborrecido. Os pais podem aproveitar a íntima relação que os filhos estabelecem com os computadores e transformá-la num processo de aprendizagem que é encarado com muito maior descontracção e interesse.

Esta ligação pais - computadores - filhos é de benefício mútuo, pois os pais que não têm tanta afinidade com as novas tecnologias também podem aprender muito com as crianças, despertando uma maior vontade descobrir novos modos de relacionamento com elas.

Penso que seja essa a principal ideia a reter neste capítulo: a de ver que o computador é muito mais que entretenimento, é uma ferramenta de tremendo potencial e que, explorada de modo correcto, é um elo de ligação para a relação pai-filho. É "um meio para construírem a coesão familiar".

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