Quanto aos brinquedos das crianças, o autor refere a extrema importância das construções de estruturas pela sua fonte de estímulo à percepção intuitiva de conceitos da física, como equilíbrio e a estabilidade. E a capacidade de observação e concentração são postas à prova sempre que uma criança se propõe a construir um pequeno castelo de blocos. É de salientar também o sentimento de satisfação que se obtém à medida que a resolução das dificuldades se transforma de fantasia para realidade. No fundo, as actividades infantis de construção de estruturas põem em jogo níveis de experiência cognitivamente muito ricos, como é o caso do LEGO. De certeza absoluta que muitos de nós tinham uma caixinha de LEGO e que nos deixavam ocupados durante horas...
Mas a situação já evoluiu um bom bocado desde as construções de blocos, e evoluiu de um modo tal que as crianças começam a preferir as Playstations e os jogos de computador aos velhos blocos, bonecos de acção e ursos de peluche. Além disso, existe também a famosa tendência que os pequeninos têm para querer aquilo que os amigos têm. Ora se estamos na era digital, uma coisa leva a outra, existem mais crianças com brinquedos digitais, e cada vez mais crianças surgem a pedi-los.
Quanto a esta dicotomia "Brinquedos Materiais - Brinquedos Digitais" podemos identificar vantagens e limitações em ambos: Como diz Papert, não podemos abraçar um urso de peluche, nem empurrar um carrinho de brincar num ecrã, mas por outro lado, estes poderão desempenhar muito mais funções no formato digital e podem surpreender-nos com a sua complexa personalidade.
Papert prevê que, no futuro, os brinquedos ganhem mais personalidade, que essa personalidade se possa desenvolver após a aquisição do produto e que os brinquedos possam ser transportados para diferentes mundos virtuais. Entretanto, já passaram dez anos desde esta previsão e Papert não se enganou, pois isto já acontece actualmente.
Outra questão igualmente essencial debater é a necessidade de manter as competências básicas (ler, escrever, contar) mas é, também, essencial aceitar a existência de novos métodos de que contribuem para o desenvolvimento das crianças.
Para concluir, tal como Papert, sou da opinião de que a função de ensinar não compete apenas à escola. Esta deve ser dividida com a família, com os pais, principalmente. São eles os elementos fundamentais para que se mantenha um equilíbrio entre os brinquedos materiais feitos de átomos e os brinquedos computacionais feitos de bits para que os seus filhos tenham um crescimento saudável e que façam as suas aprendizagens da melhor forma possível.
Friday, January 4, 2008
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2 comments:
Olá Sara!
Escreveu sobre todos os capítulos do livro, com alguma reflexão e opinião pessoal. No entanto, poderia ter enriquecido o seu blog com reflexões e mensagens sobre os conteúdos e aprendizagens realizadas nas aulas práticas e teóricas, bem como, através da introdução de elementos multimédia, como vídeos, apresentações, podcasts, etc..!
Sucesso para o futuro!
Joana Viana
Joana,
Bom dia.
Partilho da opinião da Dr. ª Joana.
Mas atingiu os objectivos propostos.
GMiranda
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